Minhas ideias andam em ritmo frenético, estou trabalhando bastante, estou produzindo muito também, mas, escrever assim livremente, já faz tempo que não o faço e cheguei a conclusão que é indispensável pra mim, uma questão de manter a saúde mental. . Talvez isso aconteça pela minha dificuldade de expressão verbal, mas, quando escrevo consigo deixar os pensamentos dispersos, um pouco menos desorganizados, de modo mais eficiente. Há dias que não durmo direito devido ao boom de ideias criativas, como nunca tive antes. O fato é que sou muito esquecida e registrar tudo já me poupa bastante tempo de vida. Decidi criar um memorial cotidiano de meus estudos e inquietações mais constantes. Na realidade a inspiração partiu de um trabalho solicitado por uma professora, de que criássemos um memorial da disciplina e acabei me dando conta que as maiores reflexões que já tive foram fora da academia, fora da sala de aula, no meu cotidiano e com pessoas que passaram rapidamente por minha vida e que talvez eu nunca mais as encontre, então, por que não fazer um memorial de meus anseios e produções cotidianas?
Haja caracteres para tantas dúvidas...

Vou utilizar o espaço do blog para isto também, além das tentativas poéticas. Textos sem muito rigor teórico, quer dizer, esse negócio normas para escrever isso ou aquilo colam tanto que não fazê-lo passa a ser um exercício.


Relações econômicas: circuitos curtos de comercialização, como feiras livres...
Intenções: conhecer um pouquinho mais sobre sistema econômico e descobrir como agir nele de maneira mais autônoma.

Do macro ao micro: circuitos curtos de produção e consumo.
O modelo econômico para o qual se direciona as atenções políticas, desconsidera as próprias características do sistema econômico na contemporaneidade, como sua fluidez diante a globalização e a absorção de uma multiplicidade de relações comerciais, de consumo e socialização. Relações alternativas resistem e existem frente ao modelo vigente, que desvaloriza e exclui setores inteiros, cria dicotomias e desloca a importância de determinadas práticas sociais, como é o caso da produção de alimentos pela agricultura familiar, para as margens da sociedade, por invisibilizar tais práticas.
Uma saída viável para minimizar os feitos do atual modelo econômico, seria a substituição dos grandes circuitos produtivos através da redução da exportação de commodities, através da valorização da agricultura familiar, iniciativa que já vem sendo posta em pratica pelo governo federal por meio de programas como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PRONAF (Programa Nacional de Aquisição de Alimentos).
A dinâmica do campo é diversa, mas, podemos encontrar muitos exemplos de grupos sociais que utilizam-se dos circuitos curtos de produção e comercialização para desenvolvimento local, como as feiras livres. Por se tratar de uma relação direta entre produtores e consumidores, o circuito curto, agrega valor devido a independência do produtor e ainda possibilita desenvolvimento local por oportunizar por meio de relações interpessoais, as trocas culturais, fortalecendo o grupo social. Bons exemplos não faltam, Para Boaventura de Sousa Santos (2002), o êxito destas experiências alternativas de produção e de organização comunitária, no que diz respeito à realização de seu potencial emancipatório, depende, em boa medida, de sua capacidade de integrar processos de transformação econômica a mudanças culturais, sociais e políticas, construindo redes de colaboração e apoio mútuo e estabelecendo laços com um movimento social mais amplo.
Essas questões, possibilitam repensar a necessidade de atuar em diversas frentes, e fundamentalmente rever nossos hábitos de consumo e tomar também para si a responsabilidade social. Para tanto, valorizar e participar de iniciativas de produção e comercialização de circuito curto passa ser essencial e local. Como nos casos das feiras livres. Contribuindo com o fortalecimento de relações comerciais mais próximas, mais conscientes e criteriosas, que valorizam a cultura local e o consumo consciente.
Espero piamente que o modelo econômico capitalista como conhecemos, vá se modificando dentro em breve (levando em consideração o tempo histórico das transformações sociais), dando espaço a novas relações político-econômicas, que valorizem o saber popular, a criatividade, o trabalho associado, a autogestão e conexão entre a diversidade de ideias e iniciativas. Para tanto, é preciso valorizar iniciativas que colaborem com essas características e disseminar a importância delas.


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