Divagações sobre o amor

Divagações sobre o amor, já faz muito que não as faço...
Dizem que quando se vive o amor
Não há como pensar nele.
Ele te toma, arrebata
Te engole, devora-te
Te coloca no alto, faz acreditar em felicidade.

"(...)
O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros(...)"

Obrigada Drumond pelas doses cotidianas de poesia, mas essa semana, essas frases me acompanham:

"O amor bate na porta
O amor bate na aorta"

E quando o amor já não bate mais na aorta?
Bate nas memórias, na amizade,
bate na solidez do que restou daquele amor louco
Aquele amor que hoje é amigo, é afeto
Um amor maduro
De "desejos já maduros"

Amor não é matéria prima
É matéria criada,
Posso criar novamente esse amor?
Amor muda, se transforma...
Será esse o seu fim?
Mudar tanto que o desconheço?
Ou será um mudar e continuar amando de outra maneira...

Quero sentir novamente o amor me engolindo
Digerindo-me, ingerindo-lhe
Numa louca metamorfose.

Mas o que nos resta então?
Esperar novamente amar!?
Amar estas e outras criaturas,
Numa performance não linear.

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