Divagações noturnas

A chuva se derrama constante e ritmada, posso sentir o cheiro da terra molhada.
Observando através de minha janela, as folhas que brilham na negritude noturna, sinto-me calma e silenciada.
Os pensamentos vem e vão, no fluxo das dúvidas. Dúvidas, Dúvidas... E minhas certezas onde estão?
Perdi-as, elas que eram traços da minha personalidade.
Ansiosamente quero inventá-las, para amar ou odiar, enfim, sentir com a mesma intensidade de outros tempos, pois,os tempos de hoje, são de incertezas.
Ouvindo os ruídos da chuva e observando a paisagem noturna, me deparo com essas escolhas que podem modificar o caminho e o curso de minha vida.
Mas o que é a vida?
Não ambiciono controlá-la. Quem me dera entendê-la. Mas, me basta sentí-la.
Sentindo-a, pulsando, esperança e saudade me invadem.
A esperança é combustível para os sonhos e a saudade fruto das boas recordações e do espaço imenso que o amor  ocupa em mim.
Mas, o que é o amor?
Fruto divino? da imaginação? da imagem? da sensibilidade? da sinceridade? do coração?
Não sei, não sei, mas, assim como a vida não ambiciono controlá-lo, gostaria muito de entendê-lo, sendo o suficiente, sentí-lo.


Comentários

  1. Prosa poética, escrita com maestria!

    Gostei, minha amiga!

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  2. ""Uma sombra projetada na parede
    É o espectro de um ser
    Que nega as obrigações
    E apenas contempla,
    Inutilmente contempla a própria sombra.
    Vendo o tempo passar relativamente,
    Se desfaz.""

    oi lindeza

    Li os 2 e amei--

    transcrevi de ti para mim.

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  3. uma parte de mim se identificou muito com o seu blog...
    um beijo, voltarei

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