segunda-feira, 16 de maio de 2016

S.T.E.P.H. significa passos, lembra?
Onde estão seus passos?
Venha com eles encontrar meus abraços...
Por onde vai o vento que já foi?
Quem sabe um dia eu consiga lhe dizer:
O quanto sinto falta de você!
Ass. Marginal Alado Fugido do litoral

terça-feira, 10 de maio de 2016

Quando chegar a hora
 Você vai encontrar as coisas mais lindas
E nós vamos recomeçar do ponto de partida.

Em nossa cama
Faltarão lençóis
E nessa mesma nota
Que hoje embala meus caracóis
Desataremos os nós da despedida.

E quando a chuva cair
Eu saberei pra onde ir
Para seus braços voltarei.

Sem que nada nos separe
Serei sua outra vez
Assim, faremos que o tempo pare
E que os nosso cheiro exale
O amor que a gente fez ...

quarta-feira, 27 de março de 2013


Minhas ideias andam em ritmo frenético, estou trabalhando bastante, estou produzindo muito também, mas, escrever assim livremente, já faz tempo que não o faço e cheguei a conclusão que é indispensável pra mim, uma questão de manter a saúde mental. . Talvez isso aconteça pela minha dificuldade de expressão verbal, mas, quando escrevo consigo deixar os pensamentos dispersos, um pouco menos desorganizados, de modo mais eficiente. Há dias que não durmo direito devido ao boom de ideias criativas, como nunca tive antes. O fato é que sou muito esquecida e registrar tudo já me poupa bastante tempo de vida. Decidi criar um memorial cotidiano de meus estudos e inquietações mais constantes. Na realidade a inspiração partiu de um trabalho solicitado por uma professora, de que criássemos um memorial da disciplina e acabei me dando conta que as maiores reflexões que já tive foram fora da academia, fora da sala de aula, no meu cotidiano e com pessoas que passaram rapidamente por minha vida e que talvez eu nunca mais as encontre, então, por que não fazer um memorial de meus anseios e produções cotidianas?
Haja caracteres para tantas dúvidas...

Vou utilizar o espaço do blog para isto também, além das tentativas poéticas. Textos sem muito rigor teórico, quer dizer, esse negócio normas para escrever isso ou aquilo colam tanto que não fazê-lo passa a ser um exercício.


Relações econômicas: circuitos curtos de comercialização, como feiras livres...
Intenções: conhecer um pouquinho mais sobre sistema econômico e descobrir como agir nele de maneira mais autônoma.

Do macro ao micro: circuitos curtos de produção e consumo.
O modelo econômico para o qual se direciona as atenções políticas, desconsidera as próprias características do sistema econômico na contemporaneidade, como sua fluidez diante a globalização e a absorção de uma multiplicidade de relações comerciais, de consumo e socialização. Relações alternativas resistem e existem frente ao modelo vigente, que desvaloriza e exclui setores inteiros, cria dicotomias e desloca a importância de determinadas práticas sociais, como é o caso da produção de alimentos pela agricultura familiar, para as margens da sociedade, por invisibilizar tais práticas.
Uma saída viável para minimizar os feitos do atual modelo econômico, seria a substituição dos grandes circuitos produtivos através da redução da exportação de commodities, através da valorização da agricultura familiar, iniciativa que já vem sendo posta em pratica pelo governo federal por meio de programas como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PRONAF (Programa Nacional de Aquisição de Alimentos).
A dinâmica do campo é diversa, mas, podemos encontrar muitos exemplos de grupos sociais que utilizam-se dos circuitos curtos de produção e comercialização para desenvolvimento local, como as feiras livres. Por se tratar de uma relação direta entre produtores e consumidores, o circuito curto, agrega valor devido a independência do produtor e ainda possibilita desenvolvimento local por oportunizar por meio de relações interpessoais, as trocas culturais, fortalecendo o grupo social. Bons exemplos não faltam, Para Boaventura de Sousa Santos (2002), o êxito destas experiências alternativas de produção e de organização comunitária, no que diz respeito à realização de seu potencial emancipatório, depende, em boa medida, de sua capacidade de integrar processos de transformação econômica a mudanças culturais, sociais e políticas, construindo redes de colaboração e apoio mútuo e estabelecendo laços com um movimento social mais amplo.
Essas questões, possibilitam repensar a necessidade de atuar em diversas frentes, e fundamentalmente rever nossos hábitos de consumo e tomar também para si a responsabilidade social. Para tanto, valorizar e participar de iniciativas de produção e comercialização de circuito curto passa ser essencial e local. Como nos casos das feiras livres. Contribuindo com o fortalecimento de relações comerciais mais próximas, mais conscientes e criteriosas, que valorizam a cultura local e o consumo consciente.
Espero piamente que o modelo econômico capitalista como conhecemos, vá se modificando dentro em breve (levando em consideração o tempo histórico das transformações sociais), dando espaço a novas relações político-econômicas, que valorizem o saber popular, a criatividade, o trabalho associado, a autogestão e conexão entre a diversidade de ideias e iniciativas. Para tanto, é preciso valorizar iniciativas que colaborem com essas características e disseminar a importância delas.


Há dias que faltam tantos dias...

Há dias em que perco as chaves
Há dias em que não me reconheço bem
Há dias sem viajens
Há dias em que a saudade vem.
Há dias em que a chuva chega
E a realidade também.

Há dias que faltam tantos dias...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Adormecer em um abraço

Procuro tua voz nestas memórias
Não encontro.
Procuro tuas palavras nestas páginas
Mas, elas se dissolvem.
Como quero tê-la um dia em meus braços
Amá-la como se ama à uma mulher
Tão suave e calorosamente.
Ouvindo cada pequeno gemido de prazer.
Até nos calarmos da louca vontade de amar
E adormecermos em nossos abraços.

Soledad

Hoy volaré
En esta noche
Volaré tan pronto cuanto mi deseo
Para la ternura de sus brazos donde voy a dormir-me, eterna.

À infância um recomesso

Com os olhos arregalados ela observa o objeto gigantesco projetado na parede, tem três vezes seu tamanho. Alguns segundos de estranhamento e ela tenta agarrar o objeto com suas mãos pequeninas. Impossível. A imagem continua fixa na parede. Ela sorri, encabulada e tenta novamente. Agora observa suas próprias mãos fixarem-se e desaparecerem da parede. Pouco tempo depois, já são mãos, braços, figuras começam a surgir. Tantas são as borboletas e coelhinhos quantas as mãos que as compõe com as sombras projetadas na parede branquíssima.
Agora, a criança observa absorta. Até que o medo se esvai e ela faz da parede seu palco e começa a atuar nele. Tira e coloca objetos sobre a mesa, onde está posta, mais ao fundo, a lanterna que ilumina a escuridão daquele feriado em que uma família assiste extasiada o prazer da descoberta.
A criança corre para frente e para trás, encolhe e aumenta, os objetos agigantante-se em suas mãos e diminuem. Ela pula é só encanto, jogando com a realidade que a cerca. E todos sorriem.
Quantas descobertas ainda para nossa criança interior?
Por isso criarei um acordo onde todos podem, depois de crescidos, redescobrir a ludicidade da vida e  em estranhamento constante com todos os detalhes que a existência contêm, encantar-se com o prazer das descobertas.

Obrigada João Mário.